7.2.17

José, o suicida...

Suicídio é loucura,
de quem perdeu a fé,
foi o que aconteceu,
c’o meu vizinho José.

Andava ele na terra,
lavrando-a p'rá colheita,
quando, de repente,
sentiu-se pior da maleita.

Carregava problema
grave no coração,
mesmo avisado p’lo médico,
ele não tinha paração…

De tanto trabalhar,
sem o médico ouvir,
piorou da doença,
e ficou a “dormir”.

Ainda não morreu,
foi logo socorrido,
mas, na sua ideia,
mais valia ter morrido.

Acamado, mês após mês,
entrou em revolta,
ao ver um amigo,
com sua esposa à volta.

Que vergonha ser cornudo,
sem me poder defender,
não suporto tal humilhação,
vou mas é morrer…

E, foi assim,
com falta de fé,
que, com veneno,
desencarnou o José.

Em grande aflição,
depois de muito penar,
encontrou ser bondoso,
que o convidou a orar.

Apaziguado um pouco,
percebeu o erro efectuado,
pois, estava previsto
morrer em breve, enfartado.

Quando soube da história
do José, o suicida,
pedi licença pr’a divulgar
a mesma, na vossa vida.

Um pouco recuperado,
pediu para vos informar,
que não há erro pior,
do que alguém se matar…

Termino aqui
a minha missão,
ao deixar-vos,
esta triste lição.

Doa o que doer,
custe o que custar,
nunca desanimes na Vida,
Deus sempre vai amparar.

Poeta alegre
Psicografia de JC, recebida na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha, Portugal, em 31 de Janeiro de 2017

0 comentários:

Enviar um comentário